Bem, certamente muitos já fizeram esse tipo de comparação antes de mim, mas vou repetir, porque estou me sentindo agora imersa nesse rio que é a vida.
Horas esse rio é bem calminho, tranquilo, e é quase difícil sair do lugar. Dá vontade de ficar ali flutuando, e aproveitando o carinho de suas águas. A margem muda lentamente, muito lentamente... e sempre desejamos mais dessa sutileza. É assim que aprendemos a nadar.
Outras horas está simplesmente em seu curso natural, seguindo em frente, nem tão rápido que não dê pra curtir a bela paisagem, nem tão lento que a gente se sinta parada. Na maior parte do tempo é assim mesmo, e conseguimos até compartilhar de outras companhias durante o trajeto. Assim, desenvolvemos nossas habilidades do nado.
A questão é que às vezes, esse rio nos atropela. Não conseguimos nadar, quiçá flutuar. Nem nossas maiores habilidades parecem fazer alguma diferença. É como se não dependesse em nada de nós. A gente se afoga um pouco, se sente confusa, impotente, arrisca algumas braçadas, tenta respirar e ver o que sobrou de tudo. Não há mesmo muito o que fazer, a não ser esperar essa forte correnteza se acalmar e dar uma olhada onde que fomos parar. A partir daí, o nado recomeça, com a identificação do território novo.
É o rio, em seu eterno movimento.
Bem, estou agora como corpo à deriva num rio furioso. Não há muito que eu possa fazer, a não ser esperar. Mas como a incerteza me angustia!!!!!!!!!!! Não vejo a hora de saber em que terras distantes esse rio me levará...
2 comentários:
Amiga. Não há força que resista à água. O que sabe-se, é que ele chega no mar. E o mar, pode ser assustador, como pode ser o começo de um novo jeito de ver as coisas. Que lindas tuas palavras!!!! Dá uma olhada na música do Chico, Mar e Lua (ou Lua e Mar, nunca sei,...hehehe).. beijo
eu te entendo!
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