domingo, 16 de novembro de 2008

Grêmio X Coritiba

Então de tardezinha eu iria pela primeira vez ao estádio para assistir a uma partida de futebol.

Ganhei ingressos de uma amiga, que por sua vez os ganhou em alguma promoção.

Me advertiram que o time pelo qual eu estaria torcendo usava camiseta azul com branco e preto, pra eu não me enganar ao olhar no campo.

Não tinha nada azul no armário. Eu sabia que de vermelho eu não poderia ir, senão seria linchada. Achei que o que mais se assemelhava ao azul era o verde... Mas acabei indo de branco com um casaco azul que achei perdido entre minhas roupas.

Por sorte! 
O jogo era dos azuis contra os verdes e eu nem sabia!!!

Chegando lá, na primeira barreira, fui mostrar o ingresso... "Passa!!" - ouvi de um tom rude. Por que eu tinha que passar e meus companheiros não? Era a barreira policial, onde os milicos revistavam os homens e as mulheres passavam impunes a qualquer coisa que quisessem portar para dentro do estádio. 

Ao achar um lugar para sentar, automaticamente, fui tirar o som do celular, para que não atrapalhasse o evento...  
Pobre do meu celular! Por mais que gritasse não me deixaria com dor nos ouvidos, como quase fiquei no momento do primeiro gol... 

Parece que foi recorde de público. Tinha 43500 pessoas lá dentro. Até eu fui!!
Era um jogo importante.
Pro adversário tinha apenas um cantinho mínimo de cadeiras. Acho que 43400 pessoas torciam pro azul e as outras 100 pro verde. 
Os azuis se voltavam pros verdinhos e gritavam "Vão tomar leiti quenti!"

Enquanto isso eu filmava o pôr-do-sol.
Observava pra onde ia o quero-quero, enquanto aquela galera estava correndo em seu gramado pra lá e pra cá.
Tentava ver onde estavam escondidas as caixas de som.
Via como era bonito o ballet dos braços dos azuis se sacudindo em massa para o mesmo lado.
Olhava a cara bizarra dos seguranças que ficavam estáticos na beira do campo, de costas para o jogo, de braços cruzados, com feições de malvados.
Tentava entender por que o banco dos reservas era "abaixo do nível do campo".
Cantava "oooo, aaaa, eeee" junto com todos... não sei o que queria dizer, mas o que cantavam acabava com essas vogais.
Ficava com pena dos 100 verdinhos que estavam constantemente vendo o dedo médio que os azuis mostravam pra eles.
Via que tinha umas 5 ou 6 bolas lá por baixo e umas gurias que iam pra lá e pra cá, pra buscá-las.

Nossa... tinha bastante coisa pra observar.

Prrrriii!! Eeeeeee!

O jogo acabou e eu nem me dei conta. (Assim como também não tinha me dado conta quando começou). Os tais azuis venceram de 2 X 1. Ah! Era um jogo importante. Não poderia ter sido uma partida melhor para ser minha primeira vez. 
Tá bom.
Eeeee!! Então deixa eu aproveitar pra cantar o baixo do hino dos azuis, que tirei enquanto ainda não tinha começado a partida.

Aliás, os direitos autorais do hino são contabilizados por número de vezes que é tocado ou por evento?
Essa era mais uma questão importante que eu pensava durante o jogo...

De fato. Acontece tanta coisa num jogo!

Gostei!

Me pareceu divertido.

Entrou pro rol das coisas que eu tinha que fazer durante a minha vida. Agora já posso dizer que fui a um jogo de futebol.

4 comentários:

Clacs disse...

nossa, até que pareceu divertido ir num jogo! ao menos essa foi a melhor "crítica/crônica futebolística" que eu já li!!

Clacs disse...

ah, me matei de ir, no "ooo, aaa, eee"!!! igual crianças que não falam ainda tentando acompanhar "parabéns pra você"!! bem criança feliz!

Unknown disse...

Puxa, nem o crédito da foto! No curso de Fotografia Digital o professor disse que tem aí uma lei de direitos autorais que obriga a indicação do fotógrafo...

Aninha disse...

Bah! Sou a maior fora-da-lei! Acho que só numas poquíssimas fotos eu coloquei o crédito...
Tá certo... então começarei a entrar na lei por aqui:
Foto: Alexandre Amaral

;-)

Beijocas!!!!