A única frase que eu sei em espanhol é:
Yo no creo en brujas, pero que las hay, las hay!!!
Em outras línguas eu provavelmente sei falar as coisas mais básicas da vida: cerveja, sorvete, comida, mulher bonita e coca-cola.
Legal né? Posso viajar até pra Marte sabendo só isso.
Resumindo: Diô no creo en las brurras. Pero quelazái, lazái.
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
composição
Recitar o texto de forma sussurrada, crescendo em intensidade até chegar a um som cantado. Explorar os sons das vogais e as articulações das consoantes. Explorar os sons da respiração. O ritmo é definido por você. Acelere, reduza, mas sempre mantenha a mesma altura, como num mantra. Volte a diminuir a intensidade e utilize a palavra “nua” para encerrar a sua aventura. E, se possível, faça isso em grupo, olhando a lua.
A lua sorria
A lua sorria
A lua sorria
Nua.
Louis Marcelo Illenseer, depois de ler Murray Schafer.
Em 21 de outubro de 2009
Galera!!!! To tri feliz,só pra constar...hehehehehe
A lua sorria
A lua sorria
A lua sorria
Nua.
Louis Marcelo Illenseer, depois de ler Murray Schafer.
Em 21 de outubro de 2009
Galera!!!! To tri feliz,só pra constar...hehehehehe
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Acreditar em bom senso ainda é lenda...
Por que um cidadão ficaria parado em frente a uma faixa-de-segurança-não-semaforizada senão com o intuito de atravessar a rua?
Como a coisa anda, né? Existe um artigo específico numa lei que diz assim ó:
Art. 214. Deixar de dar preferência de passagem a pedestre e a veículo não motorizado:
I - que se encontre na faixa a ele destinada;
II - que não haja concluído a travessia mesmo que ocorra sinal verde para o veículo;
III - portadores de deficiência física, crianças, idosos e gestantes:
Infração - gravíssima;
Penalidade - multa.
Tá bom né? Agora me digam como fazemos aqui, nesse lugar: a gente faz uma lei/propaganda/campanha/sinal/estupidez sobre uma lei que já existe e tá bem. Daí dizem lá: "nah, mas estamos mal culturalmente. Precisamos de um incentivo pra que a coisa funcione melhor." Bá, que viagem. Tamo mal. Multa os caras e deu. Só sei que agora a gente tem pedestre estúpido que bota a mãozinha em qualquer lugar com qualquer sinal; tem motorista estúpido que quer parar em qualquer lugar com qualquer sinal; tem motorista estúpido que não pára quando o pedestre não bota a mãozinha e por aí vai. Por essas e outras, a frase mais inteligente que eu ouvi, nos últimos dias foi:
"Botô a mãozinha te rala! (vruuuum!)" - Será que alguém adivinha quem disse isso?
Observações: adivinha quem faz parte dos apoiadores da campanha?
E ainda bem que a
terça-feira, 13 de outubro de 2009
música
O Jean diz que come 7 bifes de filé.
É mentira do Jean, ele come um boi pelo pé.
Depois do almoço eu fiquei triste. E preguiçando.
Pra quem não sabe:
Eu preguiço
Tu preguiças
Ele preguiça
Nós preguiçamos
Vós preguiçais
Eles preguiçam
Putz, olha o que eu achei: http://www.dicio.com.br/preguicar/
É mentira do Jean, ele come um boi pelo pé.
Depois do almoço eu fiquei triste. E preguiçando.
Pra quem não sabe:
Eu preguiço
Tu preguiças
Ele preguiça
Nós preguiçamos
Vós preguiçais
Eles preguiçam
Putz, olha o que eu achei: http://www.dicio.com.br/preguicar/
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
Da importância do cuidar.

Como cuidar é importante. Cuidar dos outros, da gente mesma. Essa semana fiquei doente. Bem doente. Uma gripe daquelas, dor no corpo todo, sem forças para nada. Moro sozinha, família longe, sabe como é... Não pensei duas vezes, vou ter que pedir ajuda. Liguei prá uma amiga, muito especial. Vai ser fácil vocês saberem quem é...
Ela veio, me cuidou, fez sopinha de capeleti, me aturou ranhenta, chata, gripada. E ainda conseguimos dar umas risadas. Rir cura, Cuidar cura, amar cura.
Obrigada, Aninha!
Já estou bem melhor.
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
direitos humanos
Ontem um carinha foi sequestrado. Como alguns outros são todos os dias. Os sequestradores mandaram o carinha pro banco de trás e ficaram dizendo: "mata esse desgraçado se ele ratiar!". O cara ficou na dele, sacou a arma e queimou os dois. Correto. Eu queimava também. E dava um bico em cada um, depois. E dava mais um tiro ou dois porque sujaram o carro e fizeram eu sujar minhas calças.
Daí o pessoal dos direitos humanos chega lá e mete o pau no carinha: "pobrezinhos! não tiveram nem chance!" Ah pára! Quem sabe eles só iam dar uma voltinha de carro, quem sabe era só uma carona.
Que viagem. As coisas estão periclitantes.
Pobrezinhos. Que bom que foram pra banha.
Hora dessas escrevo um raciocínio sobre isso. Talvez um argumento. hahaha. Agora só vou deixar aqui pra não me esquecer.
Daí o pessoal dos direitos humanos chega lá e mete o pau no carinha: "pobrezinhos! não tiveram nem chance!" Ah pára! Quem sabe eles só iam dar uma voltinha de carro, quem sabe era só uma carona.
Que viagem. As coisas estão periclitantes.
Pobrezinhos. Que bom que foram pra banha.
Hora dessas escrevo um raciocínio sobre isso. Talvez um argumento. hahaha. Agora só vou deixar aqui pra não me esquecer.
terça-feira, 6 de outubro de 2009
Portinho Alegre
Ontem abriram os portões do inferno. Os quatro cavaleiros passearam por Porto Alegre e foram embora. Uma pena. Queria que eles tivessem ficado mais.
34 graus às 15h da tarde. 20 às 17h. 14 de noite. Às 17h começou um vento, mas um vento que derrubou tudo aqui. Inclusive a antena que comunica com as outras antenas (parte crucial do meu trabalho, urrú). Às 17h11min faltou luz até na CEEE. Olhei pra todos os lados. Vi o começo do apocalipse e pensei: "putz, tenho algumas coisas pra fazer antes do fim". Peguei minhas coisas e fui-me embora. Comprei um suco, um chocolate e três pacotes de ruffles no zaffari. Me molhei afu na ida pra casa. Curti ainda assim. Tomar banho de chuva fazia parte dos planos pré-apocalipse.
Tinha compromissos e liguei dizendo: não tenho condições psicológicas de nada.
Liguei um filme, me enfiei debaixo das cobertas e até gostei do filme (Gran Torino, legalzinho. Assistam.).
Eis que lá pelas oito e pouco toca o telefone. Do outro lado era o meu chefe com o diretor do lado (meu outro chefe):
-Jean, a gente não consegue acessar o servidor!
-É que faltou luz e o no-break só aguenta uns 55 minutos.
-Tá mas como a gente vê aqui?
-Vê o quê?
-A coisa do monitoramento, ora.
-Cara, eu não preciso de computador pra te dizer: é o caos. Um vento medonho de 115 km/h arrebentou tudo e não tem luz. É o caos. Não vai ver. Vai ver amanhã só. E com sorte. Falou.
-Tá. Vou ver o que a gente faz aqui.
-Beleza. Boa sorte.
-Abraço.
-Outro. Até amanhã.
E eu percebi que antes do apocalipse eu ainda preciso fazer um mundaréu de coisa.
Mesmo.
34 graus às 15h da tarde. 20 às 17h. 14 de noite. Às 17h começou um vento, mas um vento que derrubou tudo aqui. Inclusive a antena que comunica com as outras antenas (parte crucial do meu trabalho, urrú). Às 17h11min faltou luz até na CEEE. Olhei pra todos os lados. Vi o começo do apocalipse e pensei: "putz, tenho algumas coisas pra fazer antes do fim". Peguei minhas coisas e fui-me embora. Comprei um suco, um chocolate e três pacotes de ruffles no zaffari. Me molhei afu na ida pra casa. Curti ainda assim. Tomar banho de chuva fazia parte dos planos pré-apocalipse.
Tinha compromissos e liguei dizendo: não tenho condições psicológicas de nada.
Liguei um filme, me enfiei debaixo das cobertas e até gostei do filme (Gran Torino, legalzinho. Assistam.).
Eis que lá pelas oito e pouco toca o telefone. Do outro lado era o meu chefe com o diretor do lado (meu outro chefe):
-Jean, a gente não consegue acessar o servidor!
-É que faltou luz e o no-break só aguenta uns 55 minutos.
-Tá mas como a gente vê aqui?
-Vê o quê?
-A coisa do monitoramento, ora.
-Cara, eu não preciso de computador pra te dizer: é o caos. Um vento medonho de 115 km/h arrebentou tudo e não tem luz. É o caos. Não vai ver. Vai ver amanhã só. E com sorte. Falou.
-Tá. Vou ver o que a gente faz aqui.
-Beleza. Boa sorte.
-Abraço.
-Outro. Até amanhã.
E eu percebi que antes do apocalipse eu ainda preciso fazer um mundaréu de coisa.
Mesmo.
terça-feira, 29 de setembro de 2009
Bonito
Como diria minha amiga Cla, "os pintores de céu, hoje estão inspirados!".
O dia tá friozão... belo inverno na primavera!
Os cheiros estão distintos e maravilhosos.
A cidade toda branquinha e rosada das patas-de-vaca.
O cérebro a milhão.
Os sentimentos bons.
Ansiedade de belezas.
Feliz.
O dia tá friozão... belo inverno na primavera!
Os cheiros estão distintos e maravilhosos.
A cidade toda branquinha e rosada das patas-de-vaca.
O cérebro a milhão.
Os sentimentos bons.
Ansiedade de belezas.
Feliz.
mais uma sem coerência...
Todo mundo sempre me falou que democracia era uma coisa legal.
Quando eu nasci tinha a ditadura (sem muitas interpretações, por favor). Mas logo terminou. Será que terminou mesmo? Sim. Penso que sim. Mas o que ficou é uma desgraça tão enorme pra uma nação que não tá no gibi.
Censura. Decepar a cultura de umas gentes. Educação. Música. Arte. Criatividade. Pensamento. Ná. Criativos nós somos diz um. Brasileiro é foda. É bom empresário, é bom publicitário, é bom no futebol, é bom na música. Samba. Bossa Nova.
Estatística: a estatística fode meu cérebro.
Quantos brasileiros são bons? Quantos de quantos?
Nos lugares que ando tenho sorte. Em quase todo o lugar em que eu vá sempre tem gente que vale a pena. Contudo, às vezes me deparo com o mundo real e isso me desconforta. Porque não temos educação. Porque a gente semos tudo burro. Porque a gente semos uns fudido mesmo.
Se eu vejo um guarda-chuva na porta do bar e tá chovendo eu pego. Azar que não era meu. Trouxa quem deixou ali.
Se o caixa do super me deu troco a mais eu faço que não contei, guardo no bolso e tchau. Afinal esse super me rouba toda a semana.
Se minha empresa paga minhas despesas na viagem eu pago dez e peço nota de vinte. Porque eu quero me dar bem na vida e quem trabalha só se fode.
Se eu sou multado pelo azulito porque passei no sinal vermelho. Filha da puta do azulzinho. Com um monte de gente furando o sinal e ele me multou! Filha da puta!
A gente faz carro e não sabe guiar.
Mas a culpa é dos políticos. Aqueles corruptos!
Eu tenho um afiliado pequeno que tem dois anos. Eu ando preocupado com isso. Em qual escola ele vai estudar? Em colégio público só tem drogado! Em colégio particular só tem filhinho de papai! E professor não manda nem em um nem em outro.
A gente faz filho e não sabe criar. A gente pede grana e não consegue pagar.
O que vai ser daqui pra diante? O Brasil vai pro pau. A cultura foi pro pau. A educação foi pábãnha.
Não quero filhos. Não quero dependentes. A gente não sabemos tomar conta da gente. A gente não sabemos nem escovar os dente.
Alguns conseguem fazer música: e não consegue gravar.
Outros conseguem escrever livros: a gente escreve livro e não consegue publicar.
A gente escreve peça e não consegue encenar.
Gosto de escrever sem o politicamente correto. Sem a visão democrática evoluída e fudida que a gente tem.
A ditadura começou a censurar. O politicamente correto censura. A democracia censura. A diferença é que a gente pensa que tem liberdade de expressão. E ao invés de nos darem uma sumanta de laço só nos fazem nos sentir culpados, errados, trouxas, moralmente inferiores. Porque bonito é ser esperto, malandro-agulha. Bonito é dar uma de João-sem-braço. Eu deixo meu guarda-chuva na latinha e sou o trouxa. Eu tento fazer as coisas certas e sou o mané, o juca, o bocó. Eu digo que sou egoísta e isso é feio. Bonito é ser egoísta sem admitir que se é.
E esse é o paunoculismo que a gente vive... E muitas vezes nem se dá conta.
E agradeço ao Ultraje a Rigor pela música citada várias vezes...
PS: Sempre achei que é melhor pedir desculpas a ter que pedir permissão. Então, se alguém se ofender com os palavrões, desculpe.
Quando eu nasci tinha a ditadura (sem muitas interpretações, por favor). Mas logo terminou. Será que terminou mesmo? Sim. Penso que sim. Mas o que ficou é uma desgraça tão enorme pra uma nação que não tá no gibi.
Censura. Decepar a cultura de umas gentes. Educação. Música. Arte. Criatividade. Pensamento. Ná. Criativos nós somos diz um. Brasileiro é foda. É bom empresário, é bom publicitário, é bom no futebol, é bom na música. Samba. Bossa Nova.
Estatística: a estatística fode meu cérebro.
Quantos brasileiros são bons? Quantos de quantos?
Nos lugares que ando tenho sorte. Em quase todo o lugar em que eu vá sempre tem gente que vale a pena. Contudo, às vezes me deparo com o mundo real e isso me desconforta. Porque não temos educação. Porque a gente semos tudo burro. Porque a gente semos uns fudido mesmo.
Se eu vejo um guarda-chuva na porta do bar e tá chovendo eu pego. Azar que não era meu. Trouxa quem deixou ali.
Se o caixa do super me deu troco a mais eu faço que não contei, guardo no bolso e tchau. Afinal esse super me rouba toda a semana.
Se minha empresa paga minhas despesas na viagem eu pago dez e peço nota de vinte. Porque eu quero me dar bem na vida e quem trabalha só se fode.
Se eu sou multado pelo azulito porque passei no sinal vermelho. Filha da puta do azulzinho. Com um monte de gente furando o sinal e ele me multou! Filha da puta!
A gente faz carro e não sabe guiar.
Mas a culpa é dos políticos. Aqueles corruptos!
Eu tenho um afiliado pequeno que tem dois anos. Eu ando preocupado com isso. Em qual escola ele vai estudar? Em colégio público só tem drogado! Em colégio particular só tem filhinho de papai! E professor não manda nem em um nem em outro.
A gente faz filho e não sabe criar. A gente pede grana e não consegue pagar.
O que vai ser daqui pra diante? O Brasil vai pro pau. A cultura foi pro pau. A educação foi pábãnha.
Não quero filhos. Não quero dependentes. A gente não sabemos tomar conta da gente. A gente não sabemos nem escovar os dente.
Alguns conseguem fazer música: e não consegue gravar.
Outros conseguem escrever livros: a gente escreve livro e não consegue publicar.
A gente escreve peça e não consegue encenar.
Gosto de escrever sem o politicamente correto. Sem a visão democrática evoluída e fudida que a gente tem.
A ditadura começou a censurar. O politicamente correto censura. A democracia censura. A diferença é que a gente pensa que tem liberdade de expressão. E ao invés de nos darem uma sumanta de laço só nos fazem nos sentir culpados, errados, trouxas, moralmente inferiores. Porque bonito é ser esperto, malandro-agulha. Bonito é dar uma de João-sem-braço. Eu deixo meu guarda-chuva na latinha e sou o trouxa. Eu tento fazer as coisas certas e sou o mané, o juca, o bocó. Eu digo que sou egoísta e isso é feio. Bonito é ser egoísta sem admitir que se é.
E esse é o paunoculismo que a gente vive... E muitas vezes nem se dá conta.
E agradeço ao Ultraje a Rigor pela música citada várias vezes...
PS: Sempre achei que é melhor pedir desculpas a ter que pedir permissão. Então, se alguém se ofender com os palavrões, desculpe.
terça-feira, 22 de setembro de 2009
humm
Lembrei que aqui temos várias físicas e tal.
Será que alguém poderia fazer um post e/ou me mandar um email tentando me explicar sobre teoria da relatividade? Aquela coisa?
Gostaria de saber se/porque/como a gente se movimenta livremente em três dimensões e se move em única direção e sentido por uma outra dimensão que a gente imagina como uma linha. O que mais? Aonde? Como? Por que?
Tô confuso. E tá muito difícil.
Li que o Einstein disse que qualquer um poderia ter escrito a maldita teoria só que apenas crianças fazem perguntas sobre o tempo e o espaço, a vida, o universo e tudo o mais... e que ele, como intelectualmente retardado, questionou essas coisas quando adulto e, já que tinha mais vocabulário que uma criança, pôde perguntar mais e mais e por mais tempo.
E tal. Alguém, alguém?
Aceito respostas difíceis (apesar de pensar que vocês bem que poderiam me explicar como se eu tivesse seis anos) e sugestões de livros/matérias/artigos/afins.
Tô realmente preocupado com o meu papel nesse lugar.
Será que alguém poderia fazer um post e/ou me mandar um email tentando me explicar sobre teoria da relatividade? Aquela coisa?
Gostaria de saber se/porque/como a gente se movimenta livremente em três dimensões e se move em única direção e sentido por uma outra dimensão que a gente imagina como uma linha. O que mais? Aonde? Como? Por que?
Tô confuso. E tá muito difícil.
Li que o Einstein disse que qualquer um poderia ter escrito a maldita teoria só que apenas crianças fazem perguntas sobre o tempo e o espaço, a vida, o universo e tudo o mais... e que ele, como intelectualmente retardado, questionou essas coisas quando adulto e, já que tinha mais vocabulário que uma criança, pôde perguntar mais e mais e por mais tempo.
E tal. Alguém, alguém?
Aceito respostas difíceis (apesar de pensar que vocês bem que poderiam me explicar como se eu tivesse seis anos) e sugestões de livros/matérias/artigos/afins.
Tô realmente preocupado com o meu papel nesse lugar.
terça-feira, 15 de setembro de 2009
Quanto?

Quanto de realidade existe em um amor real?
Quanto de virtualidade existe em um amor real?
Quanto de realidade existe em um amor?
Quanto de sozinhez existe na solidão?
Quanto de solidão existe na multidão?
Quantos múltiplos existem em nós mesmos, no intervalo de 24 horas?
Vocês eu não sei, mas dentro de mim tem tantas...
Diagnóstico: Esquizofrenia nos afetos.
Bah... e tem cura?
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Sem título também...
Ora quem aqui não sabe o que é se sentir sozinho. Mais sozinho que um elevador sozinho. Achando a vida tão chata. Achando a vida mais chata do que um cantor de soul.
Sou eu quem te refresca a memória quando te esqueces de regar as plantas e de dependurar as roupas no varal. Só faz milagres quem crê que faz milagres como transformar lágrima em canção.
Eu vejo os pombos no asfalto. Eles sabem voar alto mas insistem em catar as migalhas do chão. Sei rir mostrando os dentes e a língua afiada mais cortante do que um velho blues.
Mas hoje eu só quero chorar como um poeta do passado e fumar o meu cigarro na falta de absinto. Eu sinto tanto, eu sinto muito, eu nada sinto. Como dizia Madalena, replicando os fariseus, quem dá aos pobres empresta
a deus.
Sou eu quem te refresca a memória quando te esqueces de regar as plantas e de dependurar as roupas no varal. Só faz milagres quem crê que faz milagres como transformar lágrima em canção.
Eu vejo os pombos no asfalto. Eles sabem voar alto mas insistem em catar as migalhas do chão. Sei rir mostrando os dentes e a língua afiada mais cortante do que um velho blues.
Mas hoje eu só quero chorar como um poeta do passado e fumar o meu cigarro na falta de absinto. Eu sinto tanto, eu sinto muito, eu nada sinto. Como dizia Madalena, replicando os fariseus, quem dá aos pobres empresta
a deus.
sábado, 12 de setembro de 2009
agora eu também tenho!
Oi pe-pessoal,
agora eu também investi na carreira solo, espiem lá: http://bahseriomesmo.blogspot.com/
beijos
agora eu também investi na carreira solo, espiem lá: http://bahseriomesmo.blogspot.com/
beijos
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
sem título
Sensibilidade.
Música que aguça os sentidos epiteliais.
Onda que age sedutoramente e
invade contumaz a fantasia.
Vontade.
Desejo amoral de fusão.
Música que aguça os sentidos epiteliais.
Onda que age sedutoramente e
invade contumaz a fantasia.
Vontade.
Desejo amoral de fusão.
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Segunda parte
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
Feliz aniversário!
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
domingo, 16 de agosto de 2009
Nada como matemática básica...
Eu achava que não precisava dizer mais nada porque sempre tinha uma música - com letra ou sem - que diz tudo o que eu sinto. E isso é verdade.
Contudo, raramente, aquilo de dizer que uma foto vale mais do que sei lá quantas palavras também é verdade...
Tem um site que te fotografias, que eu adoro visitar de quando em vez, que é o lackcolor.com
Lá, achei uma que foi feliz nisso:
Contudo, raramente, aquilo de dizer que uma foto vale mais do que sei lá quantas palavras também é verdade...
Tem um site que te fotografias, que eu adoro visitar de quando em vez, que é o lackcolor.com
Lá, achei uma que foi feliz nisso:
domingo, 9 de agosto de 2009
Dona Irma
Perto de completar seus 92 anos, vovó adormece fraquinha, fraquinha no quarto do Hospital São Lucas. Insuficiência cardíaca e água no pulmão.Apesar de tudo, ela está bem. Esquecida, fala pouquinho, mas não deixa de lado suas manias: coberta esticadinha sem ser dupla, só nos pés. Pés sem meias, lençol cobrindo tudinho e mão agarrada a ele.
Volta e meia abre um olho e pergunta "Que horas são?"
Confunde todos os famliares e esquece quem eles são. Vai fazendo um esforço e, lá pelas tantas, solta um "Ich liebe Dich!" ou "Eu fui muito feliz, que vocês também busquem sempre a felicidade!"
Eu e Dini chegamos ao hospital e Dadá perguntou "E esses, são filhos de quem?" - Ela toda sem noção, mas sem perder a oportunidade, responde "Da mãe!" e dá uma risadinha.
Entre sono e mais sono é acordada pelas filhas barulhentas que a bombardeiam com perguntas e ordens, fazendo a velhinha colocar o cérebro e o corpo a funcionar.
Ontem mostrou todas suas gracinhas com brincadeiras de mãos, de coordenação, mexeu nariz e fez caretas. Quando percebeu que eu a imitava, comentou faceira "Puxou a mim!".
Vovozinha frágil. Uma pessoínha pequena, encolhida e debilitada com a idade, evidenciando que muito já viveu, muito já ganhou e muito já perdeu e, a qualquer momento, se vai ao tão esperado encontro com seu marido Walter, de quem tem hoje apenas maravilhosas lembranças.
Vovozinha Irma. Uma pessoa tão próxima e tão distante. Pra mim, um mundo estereotipado e transformado por informações e tradições familiares. Há tempos uma pessoa não mais lúcida. O que será que se passou na vida dela? Quem é essa mulher com quem nunca consegui ter uma conversa mais íntima e que, de mais íntimo, existo a partir dela!?!
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