Definitivamente sou uma pessoa nostálgica.
Essa semana que passou foi uma semana agitada, com muitas retomadas, com muitos acontecimentos importantes e várias atividades. Foi uma semana bonita. Foi uma semana em que me ausentei de mim mesma. Estava fragilizada, curiosa, medrosa, forte, pensativa, ativa.
Venci.
E hoje a recompensa: depois de um dia de sensação térmica de 36°C, saí perto da hora de o sol se pôr e lá estava, no portão de saída do estacionamento, um tapete laranja luminoso que fazia desenhar no chão a sombra do meu carro.
Andei vagarosamente pelas ruas do bairro.
Moro num distrito industrial. No fim do dia de um final de semana, as poucas casas de famílias humildes se sobressaem entre as fábricas repousantes. Crianças brincam na rua, famílias vão com suas cadeiras para as calçadas e se põem a tomar chimarrão e a prosear. Os carros são escassos.
Um pai voltava com um caniço na mão, o filho com um balde e, talvez, alguns peixinhos pescados no Guaíba, perto da ponte móvel.
Os raios laranjas do sol dobravam as esquinas das ruas onde eu passava lentamente até chegar na estrada que leva ao centro da cidade.
Ali carros em alta velocidade.
Acabou uma boa sensação. Senti então que aquilo era nostalgia.
domingo, 9 de março de 2008
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Um comentário:
Bah... isso me deu uma saudade de Porto Alegre........
às vezes me sinto tão longe, que até me sinto perto! (recitando meu amigo querido Renato Velho)...
eu AMO demais...
Postar um comentário