Branco, sedoso, em formato de "U", preso a um trilho no teto.
Pulei bem alto para alcançá-lo.
Testei, desconfiada, a resistência de seus ininterruptos 30 metros.
Era seguro.
Até onde esticava?
Não além de uma distância razoável do chão.
Até onde alargava?
O suficiente para que eu me sentisse envolta por um confortável marsúpio.
Felicidade de criança!
Ao som do piano de Erik Satie, tocado pelo meu irmão.
Uma réstia de sol iluminava de leve o recinto.
Agora eu podia voar, me pendurar, virar de cabeça pra baixo.
Nada acabaria com aquela sensação.
João Bobo.
Era eu.
E me atirava para todos os lados, em todas as direções.
Elástico.
Eu tava presa.
Eu tava livre.
Bonito.
E podia sentir aquilo na pele.
E podia sentir aquilo nos músculos.
E sinto ainda aquilo na alma.
segunda-feira, 21 de abril de 2008
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Um comentário:
Caralho! EU TAMBÉM QUERO!!!!!!!!! =D
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