terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Don'Ana

Passei um dia com mamãe.
Daqueles que há tempos a gente não tinha.

Almoçamos juntas, dissemos besteiras, contamos confidências.
Saímos juntas para comprar um presente pra mim.
Ela me deu um par de tênis.
- Esses tênis teu pai que "mandou eu te dar" com o dinheiro da pensão!
Tênis garbosos e imponentes, daqueles que vão cuidar bem dos meus pés e joelhos.

Depois ela passou na sua casa e buscou suas coisinhas.
Veio dormir comigo.
Me mimou enquanto eu estudava.
Fez um pratão de salada de repolho.
Jantamos juntas ouvindo música.

Pus mamãe para dormir.
Na minha cama, com minha camisola.
Cafunguei bastante aquele cheirinho que só nossa mãe sabe ter.
Fiz uns cafunés nela e enchi um pouco sua paciência com cosquinhas e mordidas.

A deixei quietinha e a observava bonita e jovem, deitada à minha cama, enquanto eu caminhava de costas até a porta, em busca do interruptor de luz que a deixaria descansar.

- Sim, mãe! Podes deixar que tu não vais perder a hora! Alguma vez eu deixei de te acordar, quando precisavas?

E lá vamos nós rumo ao aeroporto.
Cinco da manhã.
Deixo minha veínha aventureira na porta do Salgado Filho.
Lá vai ela para mais um de seus passeios.
Ela tem formiga no rabo.
Ainda vai conhecer o mundo inteiro!

Minha mãe é uma mulher cheia de peculiaridades. Não escapa de ter suas várias manias... normal! Mas ela é bonita, é forte, é cheirosa.

Te amo, Don'Ana!


3 comentários:

Profe Karen disse...

Isso me fez ter uma saudade da minha......... ou melhor, das minhas. =)

Jean disse...

bá, a Ana é tri. Ela é bem bagual, gaudéria. Prática, eu diria.

artur disse...

que bonito

mãe é mãe,
paca é paca,
o resto é tudo vaca

:^)

mas nem todas as mães
ficam sabendo disso
por seus próprios filhos queridos

[ ] do a.