Amigas e amigos, quero partilhar essa história, bolada pelo Rubem Alves, que há muito tempo não caia em minhas mãos. Ela nos faz pensar, e no meu caso, me faz feliz. Para mim, são palavras felizes. Beijo no coração de vocês!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
"Então, havia uma vez uma águia que morava num galinheiro. Ela não sabia que era águia. Vivia como galinha. Tinha as manias das galinhas. Em vez de fugir pelo buraco na tela que a raposa deixava, ela teimava em organizar as galinhas para pedir ao dono do galinheiro que ele arrumasse a tela. Certa vez, um alpinista passou por ali. E viu a águia. E iniciou uma conversa com ela. Mas ela não quis acreditar que era águia. Era mais cômodo ser galinha. A conversa não teve fim. Não houve jeito. Então, o alpinista pegou um saco e roubou a águia dali. Levou-a ao cume mais alto da região, e abriu o saco. Ela começou a cair. E sentiu o maior medo de sua existência. Mas, de repente, suas asas começaram a se soltar, e ela pode finalmente voar, pela primeira vez. E pode observar, por outro ângulo, o galinheiro, aquele espaço que por tanto tempo acreditava ser o seu lar. "
terça-feira, 3 de junho de 2008
terça-feira, 27 de maio de 2008
à sombra de uma mangueira

Nascem novas palavras
penumbras em meio aos sons e sabores do cotidiano
Nascem conquistas, desejos
alguns sonhos se vão, outros renascem...
Um vai e vem interminável, de bonanças e dissabores
queria ter a maturidade de um sexagenário
para enxergar o passado com olhos do futuro...
mas preciso deixar o tempo agir, e eu
dar um passo atrás do outro.
terça-feira, 20 de maio de 2008
mais palavras
Estou como a Cla.
As palavras não aparecem.
Será que as palavras só aparecem quando algo não está bem?
Ou será que as palavras aparecem por puro capricho?
Ou será que não temos mais tempo mesmo?
Chega de perguntas
Chega de palavras...
Preciso de recuperar dessa infecção que me derrubou, e que me faz ir para a cama agora,
para poder curtir um belo feriadão, na mais bela companhia,
numa das mais belas regiões de nosso estado...
Cla: como foi o ensaio ontem? Tubo belê?
Beijos para vocês
As palavras não aparecem.
Será que as palavras só aparecem quando algo não está bem?
Ou será que as palavras aparecem por puro capricho?
Ou será que não temos mais tempo mesmo?
Chega de perguntas
Chega de palavras...
Preciso de recuperar dessa infecção que me derrubou, e que me faz ir para a cama agora,
para poder curtir um belo feriadão, na mais bela companhia,
numa das mais belas regiões de nosso estado...
Cla: como foi o ensaio ontem? Tubo belê?
Beijos para vocês
segunda-feira, 19 de maio de 2008
Ah! esse blog!
terça-feira, 13 de maio de 2008
tá.. é bobinho, eu sei!! =)
Olá meus caros,
Sei que é uma pouca vergonha da minha parte passar tanto tempo sem postar e chegar aqui só pra postar uma coisa "aparentemente" bobinha! Mas, acreditem, o link abaixo pode ser muito útil para momentos de altíssimo stress (hihihi) e de quebra é ecologicamente correto:
http://www.danpat.fi/janne/flash/kuplamuovi.swf
Ah.. reparem que tem a opção "maniac mode", minha predileta!
Divirtam-se durante a semana!!
beijãozão
Sei que é uma pouca vergonha da minha parte passar tanto tempo sem postar e chegar aqui só pra postar uma coisa "aparentemente" bobinha! Mas, acreditem, o link abaixo pode ser muito útil para momentos de altíssimo stress (hihihi) e de quebra é ecologicamente correto:
http://www.danpat.fi/janne/flash/kuplamuovi.swf
Ah.. reparem que tem a opção "maniac mode", minha predileta!
Divirtam-se durante a semana!!
beijãozão
quinta-feira, 8 de maio de 2008
Uma grande amiga minha, que não vejo há séculos, mandou esses poemas de Adélia... e, como a Lady chegou, achei oportuno posta-los nesse blog cor de rosa...hehehehe....bem vinda linda amiga. Sábado, Marilise e eu apareceremos depois de um casório chique....beijos
Explicação de poesia sem ninguém pedir
Um trem-de-ferro é uma coisa mecânica,
mas atravessa a noite, a madrugada, o dia,
atravessou minha vida,
virou só sentimento.
Adelia Prado, in Bagagem
Paixão
De vez em quando Deus me tira a poesia.
Olho pedra, vejo pedra mesmo.
O mundo, cheio de departamentos,
não é a bola bonita caminhando solta no espaço.
Adelia Prado, in Poesia Reunida
Ensinamento
Minha mãe achava estudo
a coisa mais fina do mundo.
Não é.
A coisa mais fina do mundo é o sentimento.
Aquele dia de noite, o pai fazendo serão,
ela falou comigo:
"Coitado, até essa hora no serviço pesado".
Arrumou pão e café ,
deixou tacho no fogo com água quente.
Não me falou em amor.
Essa palavra de luxo.
Adelia Prado
Explicação de poesia sem ninguém pedir
Um trem-de-ferro é uma coisa mecânica,
mas atravessa a noite, a madrugada, o dia,
atravessou minha vida,
virou só sentimento.
Adelia Prado, in Bagagem
Paixão
De vez em quando Deus me tira a poesia.
Olho pedra, vejo pedra mesmo.
O mundo, cheio de departamentos,
não é a bola bonita caminhando solta no espaço.
Adelia Prado, in Poesia Reunida
Ensinamento
Minha mãe achava estudo
a coisa mais fina do mundo.
Não é.
A coisa mais fina do mundo é o sentimento.
Aquele dia de noite, o pai fazendo serão,
ela falou comigo:
"Coitado, até essa hora no serviço pesado".
Arrumou pão e café ,
deixou tacho no fogo com água quente.
Não me falou em amor.
Essa palavra de luxo.
Adelia Prado
Voltei grande
Escrevi um comentário em um post do Louis, e isso me fez pensar uma coisa... se a solidão faz a gente crescer, quer dizer que eu voltei bem grandona (e isso que eu já era antes!!!). Foi muito bom, importante pra mim, estar mais tempo sozinha, ficar em silêncio, celebrar pequenos gestos e re-aprender a curtir coisas simples da vida. Voltei muito contemplativa, e de menos palavras. Me sinto mais serena. (ok, admito que voltei um pouquinho bicho do mato também, mas acho que essa fase vai passar depois de escrever a tese hehe).
Mas o que importa mesmo, é que eu quero poder conversar tudo isso e mais um pouco com vocês pessoalmente, então vamos ao que interessa: QUANDO VAI SER A CERVEJADA DOS PALAVRATORIADORES??? =D
Quero rever minhas amigas queridas, e conhecer meus novos amigos, tchê!!!!!!!!!
Tenho mil abraços pra distribuir...
PS.: a troca de modelo do blog é só para dizer que eu voltei achando que a vida é cor de rosa, e a gente vive dentro de um moranguinho! =P
Mas o que importa mesmo, é que eu quero poder conversar tudo isso e mais um pouco com vocês pessoalmente, então vamos ao que interessa: QUANDO VAI SER A CERVEJADA DOS PALAVRATORIADORES??? =D
Quero rever minhas amigas queridas, e conhecer meus novos amigos, tchê!!!!!!!!!
Tenho mil abraços pra distribuir...
PS.: a troca de modelo do blog é só para dizer que eu voltei achando que a vida é cor de rosa, e a gente vive dentro de um moranguinho! =P
sexta-feira, 2 de maio de 2008
escrevo, então...

Já que o Jean com Juízo pediu, vamos escrever...hehehehe...
Também sinto falta dos escrevedores e escrevedoras desse blog. Mas sabe Jean, o povo anda meio ocupado (eu inclusive...hehehehe... mas não se preocupem, vou poupá-los dos detalhes sórdidos).
Essa semana passou como um raio. O feriado de ontem possibilitou, entre outras coisas, o descanso. Pessoal, parar para descansar, não fazer nada, a não ser curtir uma ótima companhia, preparar uma sopinha, tomar vinho, assistir filme embaixo do edredon. Tudo tão simples, mas tão gostoso...entre outras coisas, a semana serviu para pequenas mudanças do caminho. Li uma reportagem sobre esses livros de auto-ajuda. Só a reportagem já me serviu, não preciso comprar o livro, mas o exemplo citado é show: imagine que você está numa rota, caminhando de uma cidade a outra, e um camelo está na sua frente. Aí, você buzina, buzina, e o camelo anda um pouco pra frente, mas daqui a pouco, volta ao ritmo de antes... e volta a buzina, e volta a ansiedade. Na verdade, dá para desviar do camelo. E não é preciso muito para mudar a rota. Um pouquinho só já basta, para deixar o camelo para trás. E segue-se o rumo.
Por vezes, tenho a impressão que esse exemplo espelha nossas vidas corridas. Corremos tanto de um lado para outro, a procura de não sei o quê, que esquecemos que há desvios, pequenos, que podem nos garantir a segurança de caminhar. Pra frente. Pequenas mudanças podem interferir nas grandes caminhadas. A foto acima exemplifica um pequeno desvio no dia a dia. Conhecemos a casa da dona Celina. Uma senhora que "detona" no piano, todos os sambas que vocês podem imaginar. O Rogério e a Joana foram conosco lá, e eu descobri que toco "cajon"...hahahah... uma sexta-feira, 23h chegamos lá. Saímos às 3h. E fizemos novas amizades. Pequena mudança no cotidiano, trouxe surpresas agradabilíssimas.
Pensem nisso, e tenham um lindo fim de semana....
Ah... e estou curiosíssimo para conhecer minha nova amiga, que chega dos EUA.... obaaaaaaaaaaa.... beijosssss
quarta-feira, 30 de abril de 2008
Juízo?
Bá. Hoje eu tirei mais dois sisos. Que coisa triste.
Vi o lado bom da coisa: Acabou. Menos dois. Agora só falta um.
Criei juízo. Eu acho. Dizem, pelo menos.
Outra coisa lega é que eu tomo um remédio tri bom, chamado Tilex (não é propaganda), que é codeína, que vem da morfina e que, por sua vez, deriva do ópio.
Não sei se tem a ver com isso mas, sempre que eu tomo um, vou pra cama e duas suecas aparecem pra cuidar de mim. Minha mãe diz que é por causa dos remédios. Tenho plena convicção de que elas me amam de verdade já que, afinal, fosse só pelo remédio elas arranjavam lá na suécia mesmo. Lá deve ter coisa melhor.
Bom também é que eu tomo bastante sorvete. Isso é bom nos dois primeiros dias. Amanhã tudo que eu vou querer é um belo pedaço de bife. Contudo, será só sorvete, iogurte e nhenhéns doces, gelados e pastosos. Nesse friozinho também é tri bom. Hahaha.
Saudades de todos, e os escrevedores podiam escrever mais, né? Porque eu até leio isso aqui...
Um abração e/ou beijão pra todos vocês, coleguinhas de blog, com juízo ou não.
Vi o lado bom da coisa: Acabou. Menos dois. Agora só falta um.
Criei juízo. Eu acho. Dizem, pelo menos.
Outra coisa lega é que eu tomo um remédio tri bom, chamado Tilex (não é propaganda), que é codeína, que vem da morfina e que, por sua vez, deriva do ópio.
Não sei se tem a ver com isso mas, sempre que eu tomo um, vou pra cama e duas suecas aparecem pra cuidar de mim. Minha mãe diz que é por causa dos remédios. Tenho plena convicção de que elas me amam de verdade já que, afinal, fosse só pelo remédio elas arranjavam lá na suécia mesmo. Lá deve ter coisa melhor.
Bom também é que eu tomo bastante sorvete. Isso é bom nos dois primeiros dias. Amanhã tudo que eu vou querer é um belo pedaço de bife. Contudo, será só sorvete, iogurte e nhenhéns doces, gelados e pastosos. Nesse friozinho também é tri bom. Hahaha.
Saudades de todos, e os escrevedores podiam escrever mais, né? Porque eu até leio isso aqui...
Um abração e/ou beijão pra todos vocês, coleguinhas de blog, com juízo ou não.
terça-feira, 29 de abril de 2008
oi
O que é o silêncio?
É uma pausa musical.. dã....
Mas o silêncio não significa ausência.
Lembro de vocês sempre, procuro dar uma espiadinha no blog para ver como vocês estão e tenho saudades. Esse blog já animou muito a minha vida, e quero desejar milhões de coisas boas para vocês, amigos de perto, de longe e virtuais... a vida é uma só....................................beijos...
É uma pausa musical.. dã....
Mas o silêncio não significa ausência.
Lembro de vocês sempre, procuro dar uma espiadinha no blog para ver como vocês estão e tenho saudades. Esse blog já animou muito a minha vida, e quero desejar milhões de coisas boas para vocês, amigos de perto, de longe e virtuais... a vida é uma só....................................beijos...
sexta-feira, 25 de abril de 2008
Frio na barriga!
Pode ser ruim
Pode estar precisando de um agasalho.
Mas nunca é indiferente.
Estou me sentindo numa montanha russa, a vida está ora subindo, ora descendo, dando voltas, piruetas, fico de cabeça pra baixo, grito de medo, grito de alegria, tem vezes que dá vontade de vomitar, mas depois, vontade de voltar e fazer de novo!
Tem vezes que viver nessa velocidade, nessa ansiedade, nesse entusiasmo misturado com pavor, é bom demais!
E tem vezes que tudo que desejamos é um pouco de paz, ficar deitada na grama de barriga pra cima, sem frio e sem vento, e ficar olhando a calma do movimento das estrelas.
Não tenho respostas, mas muitas perguntas.
Tenho mil novidades, mas nenhuma pra contar.
Estou em dúvidas, e tenho certeza disso.
Não fui aplaudida, mas alguém gosta de mim.
Estou indo embora, mas estou chegando.
terça-feira, 22 de abril de 2008
medo de quê?
Do que temos medo?
Hoje pela manhã, ocorreu que eu tive que falar sobre o "medo" para os meus alunos. Medo de quê, se temos fé? Ah, sor, tenho medo dos espíritos... Hmmm... dizia eu... mas, e as pessoas? Será que não temos medo das pessoas? Ou temos medo de nós mesmos?
Cada um, cada uma de vocês sabe exatamente os medos que tem; e sabe, também, sobre os medos que criou. Também sabemos do medo dos medos. Mas sabemos, ao certo, para onde queremos ir? Será que somos o que somos ou somos o que os nossos medos dizem?
Alguém ainda tem medo do lobo mau?
Alguém acredita em vampiros?
Por que temos medos que não sabemos, se, no fundo, os sabemos? Se os sabemos, por que temer?
Bom, depois dessa confusão de palavras, tenho algo realmente concreto para falar, amigas e amigos do blog feliz!!!
"Medo é aquilo que sai de dentro da gente."
O que vem de fora, se entrou um dia, virou um medo, e virou estorvo para viver a vida... Não tenho medo do lobo mau, nem de vampiros ou espíritos nocturnos... tenho medo da loucura que ronda nossos céus reais e nossas terras virtuais... mas, conhecendo-os, para quê temer?
Hoje pela manhã, ocorreu que eu tive que falar sobre o "medo" para os meus alunos. Medo de quê, se temos fé? Ah, sor, tenho medo dos espíritos... Hmmm... dizia eu... mas, e as pessoas? Será que não temos medo das pessoas? Ou temos medo de nós mesmos?
Cada um, cada uma de vocês sabe exatamente os medos que tem; e sabe, também, sobre os medos que criou. Também sabemos do medo dos medos. Mas sabemos, ao certo, para onde queremos ir? Será que somos o que somos ou somos o que os nossos medos dizem?
Alguém ainda tem medo do lobo mau?
Alguém acredita em vampiros?
Por que temos medos que não sabemos, se, no fundo, os sabemos? Se os sabemos, por que temer?
Bom, depois dessa confusão de palavras, tenho algo realmente concreto para falar, amigas e amigos do blog feliz!!!
"Medo é aquilo que sai de dentro da gente."
O que vem de fora, se entrou um dia, virou um medo, e virou estorvo para viver a vida... Não tenho medo do lobo mau, nem de vampiros ou espíritos nocturnos... tenho medo da loucura que ronda nossos céus reais e nossas terras virtuais... mas, conhecendo-os, para quê temer?
segunda-feira, 21 de abril de 2008
Sucata
Eu sempre me vivi.
Mãe e irmãos sempre tiveram a mesma distância de idade em relação a mim.
Meu irmão grandão sempre foi grandão pra mim, até quando não era.
É difícil de acompanhar e visualizar o físico do passar dos anos.
Meu irmão grandão tocava na banda Sucata.
Aos dez anos comecei a freqüentar bares noturnos... para assistir aos shows da Sucata, junto com minha mãe. (Isso já me bastou de vivência de bar para o resto da vida, aliás.)
Acabo de ver um vídeo de um dos shows. Minha mãe tinha a idade aproximada que meu irmão grandão tem hoje. Ele, por conseqüência, tinha o físico semelhante ao que seu filho tem hoje.
Que experiência bizarra a invenção da gravação de imagens!
Que pulo repentino à outra realidade, que tu já conheceste mas está tão distante.
Que curtição!
Mãe e irmãos sempre tiveram a mesma distância de idade em relação a mim.
Meu irmão grandão sempre foi grandão pra mim, até quando não era.
É difícil de acompanhar e visualizar o físico do passar dos anos.
Meu irmão grandão tocava na banda Sucata.
Aos dez anos comecei a freqüentar bares noturnos... para assistir aos shows da Sucata, junto com minha mãe. (Isso já me bastou de vivência de bar para o resto da vida, aliás.)
Acabo de ver um vídeo de um dos shows. Minha mãe tinha a idade aproximada que meu irmão grandão tem hoje. Ele, por conseqüência, tinha o físico semelhante ao que seu filho tem hoje.
Que experiência bizarra a invenção da gravação de imagens!
Que pulo repentino à outra realidade, que tu já conheceste mas está tão distante.
Que curtição!
Tiradentes
De 1998. Me mudei para o primeiro apartamento que teria a minha cara. Alugado. Na Independência.
De 2007. Me mudei para o apartamento onde eu recuperei todas minhas coisas espalhadas por todos esses anos. Próprio. Zona norte.
De 2008. Saí pra passear.
De 2007. Me mudei para o apartamento onde eu recuperei todas minhas coisas espalhadas por todos esses anos. Próprio. Zona norte.
De 2008. Saí pra passear.
Desmanche
Condor, corvo, abutre, urubu.
E ali aquelas carcaças com seus membros escancarados sendo arrancados aos poucos, a céu aberto.
Aquilo era um cemitério de indigentes, perdidos, velhos e injustiçados.
Imobilizados.
Era um fim de linha onde, quase com certeza, o final não foi feliz.
Eu estava ali, assustada. Porém conivente com a chacina.
Ana Paula Cathartidae.
E ali aquelas carcaças com seus membros escancarados sendo arrancados aos poucos, a céu aberto.
Aquilo era um cemitério de indigentes, perdidos, velhos e injustiçados.
Imobilizados.
Era um fim de linha onde, quase com certeza, o final não foi feliz.
Eu estava ali, assustada. Porém conivente com a chacina.
Ana Paula Cathartidae.
Tecido
Branco, sedoso, em formato de "U", preso a um trilho no teto.
Pulei bem alto para alcançá-lo.
Testei, desconfiada, a resistência de seus ininterruptos 30 metros.
Era seguro.
Até onde esticava?
Não além de uma distância razoável do chão.
Até onde alargava?
O suficiente para que eu me sentisse envolta por um confortável marsúpio.
Felicidade de criança!
Ao som do piano de Erik Satie, tocado pelo meu irmão.
Uma réstia de sol iluminava de leve o recinto.
Agora eu podia voar, me pendurar, virar de cabeça pra baixo.
Nada acabaria com aquela sensação.
João Bobo.
Era eu.
E me atirava para todos os lados, em todas as direções.
Elástico.
Eu tava presa.
Eu tava livre.
Bonito.
E podia sentir aquilo na pele.
E podia sentir aquilo nos músculos.
E sinto ainda aquilo na alma.
Pulei bem alto para alcançá-lo.
Testei, desconfiada, a resistência de seus ininterruptos 30 metros.
Era seguro.
Até onde esticava?
Não além de uma distância razoável do chão.
Até onde alargava?
O suficiente para que eu me sentisse envolta por um confortável marsúpio.
Felicidade de criança!
Ao som do piano de Erik Satie, tocado pelo meu irmão.
Uma réstia de sol iluminava de leve o recinto.
Agora eu podia voar, me pendurar, virar de cabeça pra baixo.
Nada acabaria com aquela sensação.
João Bobo.
Era eu.
E me atirava para todos os lados, em todas as direções.
Elástico.
Eu tava presa.
Eu tava livre.
Bonito.
E podia sentir aquilo na pele.
E podia sentir aquilo nos músculos.
E sinto ainda aquilo na alma.
Tô!
Sim. Eu tô sumida.
Eu tô ausente.
De verdade eu tô presente.
Presente pra mim.
Tô querendo aprender que o que é meu não precisa ser dos outros.
Tô querendo aprender a dizer não, pra poder dizer sim.
É difícil. Mas eu quero.
De que adianta saber e não aplicar o conhecimento?
Mas existe também muita novidade.
Procuro um equilíbrio.
Tranqüilidade.
Tô feliz.
Tô com uma pessoa que me abre os olhos e me faz sorrir.
Tô saudável.
Tô vivendo pra mim.
Tô vivendo pra nós.
Quero muito viver isso muito.
Eu tô ausente.
De verdade eu tô presente.
Presente pra mim.
Tô querendo aprender que o que é meu não precisa ser dos outros.
Tô querendo aprender a dizer não, pra poder dizer sim.
É difícil. Mas eu quero.
De que adianta saber e não aplicar o conhecimento?
Mas existe também muita novidade.
Procuro um equilíbrio.
Tranqüilidade.
Tô feliz.
Tô com uma pessoa que me abre os olhos e me faz sorrir.
Tô saudável.
Tô vivendo pra mim.
Tô vivendo pra nós.
Quero muito viver isso muito.
segunda-feira, 14 de abril de 2008
O marujo e a imensidão
Depoimento de um marujo em alto mar:
"Aqui no mar, meu amor, é tudo imensidão. Nada é o que parece, mas o mar é fundo. O barco segue seu rumo e seus processos. A chegada em terra firme é a única esperança para superar o frio e os medos. Pra chegar lá, tem a bússola e tem o comandante. Ele sabe ler a bússola e sabe guiar nosso rumo. Enquanto estamos aqui, cantamos, contamos contos, histórias, tiramos fotos e esquecemos o medo do desconhecido. Enquanto estamos aqui, na imensidão, pensamos na chegada. E quando chegarmos, logo quereremos viajar, e lembrar que tudo pode começar de novo. Tudo pode ser mar, e tudo pode ser terra. Seguir o comandante é necessário. Mas seguir o coração, é imprescindível."
A vida é uma só. Desculpem-me os kardecistas de plantão, mas a vida é uma só. Essa aqui, pelo menos. E que bom que ela pode ser vivida. Sei que isso é chavão, mas como eu não postava mais, resolvi postar sobre a imensidão. Não há palavras... na verdade, há escolhas.
Uma ótima semana para todos vocês!
"Aqui no mar, meu amor, é tudo imensidão. Nada é o que parece, mas o mar é fundo. O barco segue seu rumo e seus processos. A chegada em terra firme é a única esperança para superar o frio e os medos. Pra chegar lá, tem a bússola e tem o comandante. Ele sabe ler a bússola e sabe guiar nosso rumo. Enquanto estamos aqui, cantamos, contamos contos, histórias, tiramos fotos e esquecemos o medo do desconhecido. Enquanto estamos aqui, na imensidão, pensamos na chegada. E quando chegarmos, logo quereremos viajar, e lembrar que tudo pode começar de novo. Tudo pode ser mar, e tudo pode ser terra. Seguir o comandante é necessário. Mas seguir o coração, é imprescindível."
A vida é uma só. Desculpem-me os kardecistas de plantão, mas a vida é uma só. Essa aqui, pelo menos. E que bom que ela pode ser vivida. Sei que isso é chavão, mas como eu não postava mais, resolvi postar sobre a imensidão. Não há palavras... na verdade, há escolhas.
Uma ótima semana para todos vocês!
sábado, 12 de abril de 2008
Contando as mil novidades em poucas linhas
Estou um pouco mais ausente da internet ultimamente, mas posso explicar! =)
Como vocês já sabem, é meu último mês de trabalho aqui durante o doutorado, portanto, está uma correria danada. Estudando horrores, lendo, trabalhando, rendendo, crescendo. Acho que pela primeira vez na vida estou me sentindo uma profissional da Física, agora me sinto gente grande! Estou curtindo muito minha profissão, e também com orgulho dela, e por conseqüência, com orgulho de mim mesma. (E cá entre nós, as perspectivas por aqui são muito promissoras!!! Em breve espero ter novidades mais concretas nesse sentido.)
Além disso, aqui é tempo de primavera...
E nossa! é difícil explicar a beleza em palavras, pois aqui tá TÃO LINDO!!!!!! As ruas estão super floridas! Está colorido demais! No blog dos meus amigos Fabi e Daniel (que está ali nos links ao lado: A bagagem do viajante) tem um artigo fantástico da Fabi sobre a primavera daqui. Dêem uma conferidinha. Eu espero conseguir um tempinho pra tirar mais algumas fotos pra mostrar pra vocês. Tenho curtido muito esse clima de primavera, um calorzinho gostoso, e temos passeado bastante nos temps livre, mas não temos conseguido levar a câmera sempre conosco.
Aliás, primavera combina com paixão. Combina com "nós". E esses nós têm se estreitado cada vez mais. Cada momento está sendo muito especial, descobertas, encontros, desejos... O sonho vai dando lugar para a realidade, e essa realidade é tão ou mais fascinante que o sonho... Minha trilha sonora vai mudando (ultimamente tem sido MOBY, vocês conhecem?) e a felicidade dentro de mim só vai se expandindo... Se eu começo a falar do "mon'amore" eu não paro mais, então é melhor que eu nem comece...
Falta menos de um mês para eu estar em Porto Alegre alegre, e poder contar as novidades em detalhes, pessoalmente, com uma Polar ou um Boscato ao lado. Estou com muita saudade de vocês (sim, até daqueles que nem conheço pessoalmente ainda!) e feliz de saber que em breve estarei pisando em solo gaúcho. Pisará nesse solo uma mulher diferente da que deixou os pagos em novembro de 2007. Mas aguardem uma guapa faceira e radiante, queridos amigos! Vou querer muitos beijos, abraços e sorrisos! E como diz uma amiga minha, precisaremos de muitas vidas pra realmente colocar as novidades em dia...
Um super UPA e um estalado SMACK na bochecha =*
Como vocês já sabem, é meu último mês de trabalho aqui durante o doutorado, portanto, está uma correria danada. Estudando horrores, lendo, trabalhando, rendendo, crescendo. Acho que pela primeira vez na vida estou me sentindo uma profissional da Física, agora me sinto gente grande! Estou curtindo muito minha profissão, e também com orgulho dela, e por conseqüência, com orgulho de mim mesma. (E cá entre nós, as perspectivas por aqui são muito promissoras!!! Em breve espero ter novidades mais concretas nesse sentido.)
Além disso, aqui é tempo de primavera...
E nossa! é difícil explicar a beleza em palavras, pois aqui tá TÃO LINDO!!!!!! As ruas estão super floridas! Está colorido demais! No blog dos meus amigos Fabi e Daniel (que está ali nos links ao lado: A bagagem do viajante) tem um artigo fantástico da Fabi sobre a primavera daqui. Dêem uma conferidinha. Eu espero conseguir um tempinho pra tirar mais algumas fotos pra mostrar pra vocês. Tenho curtido muito esse clima de primavera, um calorzinho gostoso, e temos passeado bastante nos temps livre, mas não temos conseguido levar a câmera sempre conosco.
Aliás, primavera combina com paixão. Combina com "nós". E esses nós têm se estreitado cada vez mais. Cada momento está sendo muito especial, descobertas, encontros, desejos... O sonho vai dando lugar para a realidade, e essa realidade é tão ou mais fascinante que o sonho... Minha trilha sonora vai mudando (ultimamente tem sido MOBY, vocês conhecem?) e a felicidade dentro de mim só vai se expandindo... Se eu começo a falar do "mon'amore" eu não paro mais, então é melhor que eu nem comece...
Falta menos de um mês para eu estar em Porto Alegre alegre, e poder contar as novidades em detalhes, pessoalmente, com uma Polar ou um Boscato ao lado. Estou com muita saudade de vocês (sim, até daqueles que nem conheço pessoalmente ainda!) e feliz de saber que em breve estarei pisando em solo gaúcho. Pisará nesse solo uma mulher diferente da que deixou os pagos em novembro de 2007. Mas aguardem uma guapa faceira e radiante, queridos amigos! Vou querer muitos beijos, abraços e sorrisos! E como diz uma amiga minha, precisaremos de muitas vidas pra realmente colocar as novidades em dia...
Um super UPA e um estalado SMACK na bochecha =*
terça-feira, 8 de abril de 2008
Sol

Muitas vezes escrevi palavras felizes que, nas entrelinhas, carregavam a saudade. Outras vezes, as entrelinhas deixavam margem para sentimentos não muito dignos; outras vezes, palavras loucas jaziam na pedra fria... hoje, tenho consciência que as palavras não têm entrelinhas: elas sempre são o que são, vivas, carnudas, por vezes excêntricas, por vezes lúdicas, mas sempre palavras. Hoje, vislumbro o mesmo sol, o sol de sempre, que nasce e se põe. Ainda pairam nuvens, de vez em quando, e chove. E como é bom quando chove. O problema é que, quando chove, a gente tem a sensação que o sol não está mais lá. Que bobagem... Viva o sol, viva o girassol que mesmo na chuva segue o seu ritmo milenar!!!
Assinar:
Postagens (Atom)